31 de mai. de 2011

Presente do Subjuntivo

Controle essa loucura que às vezes vem a tona de forma terrível.
Se preferir não adoecer, melhor querer.
Queira menos emoções e sentimentos reprimidos.
Queira tomar decisões, sabendo renunciar e aceitar.
Queira sempre o melhor, como se estivesse na pele dela(e).
Queira dividir.
Queira contar segredos, para aprender a confiar.
Queira desabafar sempre que puder.
Diálogo, palavra, conversa é um valor bom pra se querer.
Queira.
Queira pensar positivo.
Somos transformados por pensamentos.
Queira não sentir dor.
Se permita.
Queira.
Solução melhor, é querer amar.

26 de mai. de 2011

O fim da rua

Era tarde de sábado.
Chovia, e eu ia me encontrar com ele. Sem avisar, nem nada. Andando pelos lugares que nem conhecia.
Já se passa uma hora , e ainda chove.
Chegou um momento que eu pensei e devia ter parado...voltado. Desistido.
Mas eu pensei com força, e achei melhor continuar. 
Meus olhos começaram a arder, minhas pernas a tremer. Tão frio estava, que fui pensando em parar.Desistir. Mas eu pensei com força. E achei melhor continuar.
Eu andava, mais e mais, e aquela chuva toda me deixando mais fraca. Meus músculos doendo, minha boca  tremendo, meu coração querendo. De repente as árvores começaram a balançar mais forte. Um sinal que iria chover mais e mais. E que eu devia voltar. Desistir.
Mas eu pensei com mais força ainda, e achei melhor andar... continuar. Sem me importar.
No fim da rua alagada, você me esperava, com a cabeça encostada na parede, molhado,mas sem se importar. Eu fui chegando mais perto, e você como um descuidado num dia de sábado. Sem sentido, sem nenhuma linha de raciocínio. Dizendo que queria terminar. Desistir.
E que pensou com força. E achou melhor não continuar.

Sem você

Sem melancolia. Melhor que fiques em silêncio.
Sem culpa. Melhor que tenha paz.
Sem abraços. Melhor não vir aqui.
Sem sinais. Melhor que nem ligues.
Sem saudades. Melhor que me esqueça.
Sem sentir, eu ainda gosto muito de ti.
Sem te ver, eu ainda não conseguir te esquecer.

20 de mai. de 2011

Não. Hoje, não.

Não. Hoje, não. Não vou evitar dizer o que está  rasgando meu peito. Filtrando meu coração. Não fugirei das singelas verdades por medo de me machucar. Não vou evitar a minha exaltação. Não. Hoje, não. Não quero agir sem antes pensar. Não quero desistir antes mesmo de começar. Não quero sentir e ter que disfarçar. Então, me deixe repetindo devagar. Estou aproveitando a minha exaltação. Fingindo que tenho coração. Não, não me interrompa solidão. Hoje não.

11 de mai. de 2011

Olhos nos olhos

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mas nem porque
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
'Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz


(Chico Buarque)

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Brasil.