21 de dez. de 2010

5 e meia da tarde.

Os dias costumam se repetir, eu sinto muito a sua falta. Como se pedaço de mim tivesse sido levado. Quero acreditar que estou sob controle. - Nem que seja o controle silencioso da dor -. A olhar o horizonte não te vejo, é que na frente dos meus olhos, as listras de veias vermelhas vão ficando mais nítidas no canto de minha visão,- consequência da sua falta-, uma lágrima caiu. Um barulho no ouvido e uma leve tontura. Aquele embrulho no estômago, que me faz elevar as mãos até o rosto e suspirar fundo. O meu cérebro me envia pensamentos e imagens ilusórias. Passei a vida evitando o arroubo, mas parece que você quebrou o muro. Meu rosto plissado, revelam que eu nada posso esconder.

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