Não tem hora. Não tem momento certo. Não tem lugar fixo, mas quase sempre mora com você. Silenciosamente te consome, invade teus pensamentos, te faz lembrar de toda história.
Você jura que não vai mais procurá-lo. Mas ele te domina, e tudo que você sonhou não vale nada.
Você fica o mais longe possivél. Joga tudo pra trás.
Foge.
Caminha.
Fica.
E ninguém pode, ou consegue, te seguir.
Agora o que você tem, não te serve.
Tudo é chato, tudo não tem graça.
Você tem medo, medo de ser só. Medo de criar.
Teu pensamento insensato só foca o que você não deve pensar.
De tudo, não há nada que preencha essa falta.
Tempo frio. Sem ter onde ir.
A casa fora do lugar.
Anoiteceu, você não sabe como isso tomou tamanha forma.
Chega o momento de dormir, como se houvesse sono.
Você repousa a cabeça, até que por cansaço, você apague.
É o fim.
É no meio madrugada,que você desperta.
Mesmo sonolento, aquela sensação insuportável.
Tudo se esvaindo.
Aquele aperto no coração.
De uma hora pra outra, seus atos lhe machucam.
Mais uma vez, aquele sentimento incontrolável,de emoções que você criou.
Alimentou.
Pediu Bis.
Soube ser o melhor, o mais apegado.
A vida não tinha e nem devia explicações.
Apenas tornou-se rotina.
Do tédio.

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