4 de jan. de 2011

A lua, a noite

Eu tinha que admitir que a noite me fascinava. Principalmente quando mantia o clima frio.
Como em muitas vezes, ela fazia esforço pra me saciar.
Eu tinha um objetivo maior, que conspirava a favor do silêncio da noite.
Eu queria ver a lua.
Isso importava muito.
Sua paz, para meu alívio, permanece serena.
Fico imaginando, antes lutei contra o sono, hoje parei e venci.
Meu corpo não mais dói quando me deito.
Olho para ela, e ela sorrir pra mim.
Consigo aquele seu mistério reluzente.
Ela foi chegando mais perto, e tive cuidado pra não demonstrar surpresa, esperando pacientemente o resto. Apenas da janela, olhei. Pareci esquecer completamente que estava sozinha.
Ela falou comigo, embora não fosse audível a meus ouvidos.
Eu sentia. Lembro muito bem.
Naquele momento existir por existir.
Fiz o máximo que pude.
Naquele momento virei poeta, com uma curiosidade de saber porque ela era tão admirável.
Na noite, ela funcionava perfeitamente, nunca perdia a forma.
Nunca acreditei que um dia iria encontrar alguém com quem eu quisesse ficar a noite inteira.
Até que um dia houve uma noticia. Uma possibilidade de que fossem até ela...
Outra vez, uma notícia de que um dia o homem pisou nela.
Eu tinha que admitir, fiquei exasperada.

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